Copos vazios,
Fulgazes em busca
De prazeres.
Cristais...vidros doentes
Num círculo
De correntes
Dependentes de amor.
Cristalino e divinos
Prazeres que se misturam,
Em vozes esmagadas
Por corpos atrozes,
Seres trépidos e
Incógnitos mortais.
Lágrimas quebradas
Em coração de vidro.
Dor estraçalhada,
Em cérebro de cristal.
Copos vazios
Que buscam incansáveis,
Espaços noturnos,
Doentes sorrisos
...transparências!
Copos drogados,
Saciados de amor e sarcasmos
Que quando lançado num chão,
Que vitrificado é...
Se resume em cerveja e coca.
E assim canta esse país,
Mapa trincado e destruído
Por um louco transparente
Que é vidro
Num hospital de Cristal.
Autor:Elder Poltronieri
Trapos e Bandeiras-1995
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